
Um dos maiores cantores, compositores e instrumentistas da música brasileira completa nesta segunda-feita 80 anos em grande estilo. Autor de grandes clássicos do nosso repertório, Toquinho se tornará tema de um documentário.
Dirigido por Erica Bernardini, “Toquinho – Encontros e Um Violão” é coprodução entre Brasil e Itália e traz o próprio Toquinho como principal narrador de sua história. O filme revisita a trajetória de um dos artistas mais queridos da música brasileira. A distribuição é da Pandora Filmes.
A trajetória de Toquinho
Antônio Pecci Filho nasceu em São Paulo em 6 de julho de 1946. O apelido Toquinho foi dado por sua mãe e sua ligação com a música aconteceu desde a infância.
O documentário traz as influências que moldaram seu estilo e as primeiras parcerias, com artistas como Jorge Ben (seu parceiro em “Que Maravilha”) e Chico Buarque. Em seguida, Toquinho recorda sua união decisiva com Vinícius de Moraes.
Da parceria entre os dois nasceriam clássicos eternos da MPB, como “Tarde em Itapoã”, “A Tonga da Mironga do Kabuletê” e “Regra Três”, além de uma amizade que atravessou décadas.
Quando começou a parceria entre Toquinho e Vinícius de Moraes?

A parceria entre Toquinho e Vinícius de Moraes começou em 1970, na Itália. O violonista participou de uma série de shows do Poetinha na Itália e, a partir disto, engatou uma parceria bem-sucedida.
A primeira composição da dupla foi “Como Dizia O Poeta”. Em seguida, vieram canções como “A Benção, Bahia” e “Sei Lá (A Vida Tem Sempre Razão)”. Toquinho também se tornou um parceiro de Vinícius tanto na música quanto nos palcos.
O músico acompanhou o Poetinha em uma turnê bem-sucedida em Buenos Aires ao lado da cantora Maria Creuza. Mais tarde, Vinícius de Moraes e Toquinho fizeram o disco histórico “A Arca de Noé”.
Também é de assinatura de Vinícius e Toquinho a trilha sonora da novela “O Bem Amado”. Além da faixa-título, há canções conhecidas como “Cotidiano Número 2”, “Paiol de Pólvora” e “Meu Pai Oxalá”.
No ano de 1971, foi lançado o primeiro disco que traz canções de autoria da dupla. A mais emblemática é “Tarde em Itapoã”, gravada por Toquinho, Vinícius de Moraes e Marília Medalha. Também vieram clássicos como “A Tonga da Mironga do Kabuletê” e “Samba da Rosa”.
Posteriormente, vieram músicas de destaque como “Samba da Volta”, “Regra Três”, “Carta Ao Tom 74” e “Como É Duro Trabalhar”. A dupla ainda fez história ao, no Canecão, se apresentar junto com Tom Jobim e Miúcha num show durante sete meses. Toquinho e Vinícius ficaram eternizados como uma das grandes duplas da música brasileira.
Ligação de Toquinho com a Itália também está nas telas

O filme também acompanha a impressionante relação de Toquinho com a Itália, país onde
conquistou enorme popularidade e construiu parcerias históricas com artistas como Ornella Vanoni
e Sergio Endrigo. Ao longo do percurso, surgem histórias saborosas.
Também estão nas telas depoimentos de grandes artistas como Ornella Vanoni, Ivan Lins, Jane Duboc, Andreas Kisser, Pedro Bial e Roberto Rivellino. Todos ajudam a compor o retrato de um artista admirado não apenas pelo talento, mas pela generosidade, pela empatia e pela capacidade de cultivar amizades duradouras.
Entre a paixão pelo futebol, pela sinuca e pela música, emerge a imagem de um homem cuja sensibilidade marcou gerações — do parceiro de Vinícius ao criador de “Aquarela”, canção que teve marco inicial na Itália se tornou um verdadeiro hino da infância ao redor do mundo.