
O Festival do Rio 2026 abrirá espaço novamente para a música brasileira. Com um repertório variado, haverá espaço para grandes nomes e momentos épicos do nosso cancioneiro.
O Festival do Rio acontecerá entre os dias 1 e 11 de outubro.
O que o Festival do Rio apresentará?

Haverá desde filmes indicados para o Oscar de Melhor Filme Internacional, incluindo “Feito Pipa”, até sessões repletas de expectativa. Também serão apresentadas séries inéditas.
Festival do Rio terá um local novo para exibição de filmes

– ABERTURA – FOTO: DAVI CAMPANA
Além de tradicionais redutos, como o Estação Claro Rio e o Estação Claro Gávea, o Festival do Rio terá um novo espaço: o Centro Cultural FGV, em Botafogo. O “Feito Pipa”, de Allan Deberton, é um dos filmes que serão exibidos no local. O centro cultural será um dos espaços que abrigarão filmes musicais inéditos. Veja abaixo a lista!
“Alucinação”

Um dos discos antológicos da música brasileira ganhará destaque nas telas do Festival do Rio. O filme “Alucinação” parte das antológicas músicas do Belchior para trazer as cores e os conflitos do Brasil nos anos 70. Com clássicos do quilate de “Como Nossos Pais”. “Rapaz Latino-americano”. “Sujeito de Sorte”, “Velha Roupa Colorida” e “Alucinação”, uma viagem visual e sonora que amplia o sentido das canções e ecoa uma questão fundamental para o Brasil de hoje: em que momento acabaram as utopias e começaram as distopias?
Direção de Marcos Caetano, Renato Terra e Leo Caetano.
3/10 – 17h – Estação Claro 4
3/10 – 17h – Estação Claro 5
5/10 – 16h – Cine Odeon
6/10 – 21h15 – Cinesystem Belas Artes Botafogo 5
“Flora & Airto: O Som Revolucionário”

Documentário musical sobre o célebre casal de músicos Flora Purim e Airto Moreira, que marcou o panorama da música brasileira e mundial a partir dos anos 1970 como pioneiros da jazz-fusion. Durante uma gravação fonográfica nos dias de hoje o filme entrelaça as vidas pessoais e profissionais dos dois artistas no passado e no presente.
Direção de Jom Tob Azulay
3/10 – 16h – Estação Claro 3
5/10 – 16h – Cine Santa Teresa
6/10 – 16h15 – Estação Claro Rio 3
“Aldir Blanc: Resposta Ao Tempo”

A definição de Dorival Caymmi é inequívoca: “Aldir Blanc é o ourives do palavreado”. Tratando a língua popular como ouro, Aldir criou um universo próprio, traduzindo como ninguém em canções, poemas e crônicas a vida cotidiana carioca e brasileira. Mais do que um filme sobre a vida ou sobre a obra do artista, trata-se de um mergulho em seu universo, suas inspirações, sua geografia própria, seu jeito muito pessoal de contar histórias. Uma aventura pelos meandros musicais e literários de uma das cabeças mais intrigantes da cultura brasileira contemporânea.
De Marcus Fernando e Hugo Sukman
3/10 – 18h30 – Centro Cultural FGV
4/10 – 16h – Cine Santa Teresa
5/10 – 14h – Reserva Niterói 1
“Ney Por Trás das Máscaras”

O documentário acompanha Ney Matogrosso durante a preparação para o desfile da Imperatriz Leopoldinense, transformando o Carnaval em um espaço de descobertas sobre identidade, liberdade e finitude. Entre ensaios e encontros marcantes, o filme revela um Ney íntimo, que revisita as escolhas que moldaram sua trajetória, propondo uma reflexão sobre as máscaras que usamos ao longo da vida e a coragem necessária para permanecer fiel a quem se é.
Direção de Esmir Filho com codireção de Thais Guisasola
3/10 – 21h45 – Cine Odeon
10/10 – 14h -Kinoplex São Luiz 2
11/10 – 19h – Reserva Cultural Niterói 1
“Fui Olhar Você Dormir”

São 35 anos na vida de um casal, narrados por 2 mil bilhetes e imagens de família. Amor, ciúmes, dor, superação e morte comentados por Aldir Blanc, criador de alguns dos versos mais belos da MPB – como em “O Bêbado e a Equilibrista”, endereçados à mulher, Mari Lúcia. Seis anos após a morte de Aldir, os bilhetes continuam a brotar, escondidos em objetos no apartamento do casal, no bairro carioca da Tijuca. Mari revisita cenas esquecidas e abre o emocionante baú de bilhetes no ano em que Aldir, morto de Covid-19 em 2020, completaria 80 anos.
Um filme de Anna Azevedo
5/10 – 19h15 – Estação Claro Gávea 4
5/10 – 19h15 – Estação Claro Gávea 5
6/10 – 13h30 – Cine Odeon
“Vivo 76”

A cultura e as influências que marcaram a criação e a interpretação das canções de Vivo!, terceiro álbum do cantor e compositor pernambucano Alceu Valença, lançado em 1976. A partir dele, traça um retrato do nascimento da cena psicodélica pernambucana, de suas artes visuais e personagens fantásticos aos primeiros voos rumo ao Rio de Janeiro e ao sucesso. Uma viagem aos anos 70 com as lentes de hoje e os olhos de amanhã.
Direção de Lírio Ferreira.
6/10 – 20h45 – Estação Claro Gávea 3
7/10 – 16h – Cine Santa Teresa
8/10 – 16h15 – Estação Claro Rio 3
Marília Mendonça, Sentimento Louco”

A música também está em um dos momentos das séries do Festival do Rio. Por meio de imagens, áudios e entrevistas inéditas, a obra acompanha a ascensão meteórica de Marília Mendonça, que começou a carreira cantando em um posto de gasolina e se tornou uma das maiores artistas da atualidade.
Direção de Susanna Lira
6/10 – 21h45 – Cine Odeon
“Alegria Brasil, Estrelando Maria Alcina”

Ao entrar numa sala de cinema, a cantora Maria Alcina atravessa a própria tela e é projetada em um portal atemporal. Começa então uma viagem fantástica e musical pela sua trajetória, que se mistura a momentos marcantes da história brasileira, em gravações como “Fio Maravilha” e “Kid Cavaquinho”. Entre memória, performance e imaginação, a cantora revisita suas origens e transforma a alegria em uma força da identidade nacional.
Direção de Elisabete Martins Campos
8/10 – 18h15 – Estação Claro Gávea 3
9/10 – 16h – Cine Santa Teresa
“Elza”

Com sua voz radical, improvisação visceral e rouquidão inconfundível, Elza Soares criou uma linguagem única e atravessou gerações se reinventando como uma das maiores artistas do Brasil. No documentário que carrega seu nome, Elza é narradora de si mesma, tecendo um diário que une memórias, desejos e reflexões a partir da música, em confluência com filmes brasileiros históricos. Através de Elza e seu quase um século de vida, o filme revela a radiografia de um país em ebulição. A mulher do fim do mundo cantou até o fim.
Direção de Eryk Rocha
Elza
9/10 – 19h15 – Estação Claro Gávea 4
9/10 – 19h15 – Estação Claro Gávea 5
10/10 – 13h – Cine Odeon