
Um crime que chocou o país será retratado nas telas. Começou a ser rodado nesta semana no Rio de Janeiro “O Faraó dos Bitcoins”, obra que reconstituirá uma grande fraude financeira
“O Faraó dos Bitcoins” é feito por Sergio Rezende. O experiente diretor tem em seu currículo vários trabalhos sobre figuras históricas e casos do país, em clássicos como “Lamarca”, “Zuzu Angel”, “O Homem da Capa Preta”, “Guerra de Canudos” e “O Paciente – O Caso Tancredo Neves”.
“O Faraó dos Bitcoins”: filme é baseado em livro que desvenda esquema financeiro

Sergio Rezende assina o roteiro de “O Faraó dos Bitcoins” junto com Dida Andrade. O filme baseado no livro “Queda Livre”, dos jornalistas Isabela Palmeira e Chico Otávio.
A trama revela os bastidores do esquema arquitetado por Glaidson Acácio dos Santos, o “Faraó dos Bitcoins”, interpretado por Christian Malheiros (vencedor do Kikito de Melhor Ator por “Justino – Nos Bastidores do Reino”). Ele e sua mulher, Mirelis Diaz (vivida por Lorena Comparato), lideraram uma gigantesca pirâmide financeira disfarçada de investimento em criptomoedas, que movimentou cerca de R$ 38 bilhões e lesou mais de 300 mil pessoas.
O filme é produzido por Tiago Rezende, da Morena Filmes, em coprodução com a Paris Entretenimento. A distribuição é da Paris Filmes.
“O Faraó dos Bitcoins”: ambição e violência

“O Faraó dos Bitcoins” mistura ambição e uma escalada de violência digna de um roteiro de cinema. O roteiro reconstrói a trajetória de Glaidson, um ex-pastor e ex-garçom que, em poucos anos, transformou-se no “Rei de Cabo Frio” ao movimentar bilhões de reais através da GAS Consultoria e Tecnologia, fundada em 2015. Prometendo um rendimento fixo de 10% com investimentos duvidosos em criptomoedas, ele atraiu desde moradores de periferia e fiéis de igrejas até grandes empresários e celebridades, vendendo a promessa da prosperidade em meio ao cenário devastador da pandemia da COVID-19.
Mais do que uma crônica sobre crimes financeiros, o filme se aprofunda na intimidade e na cumplicidade entre Glaidson e sua esposa, a venezuelana Mirelis Diaz. Apontada pelas investigações como o verdadeiro “cérebro” do sistema operacional e financeiro da empresa, Mirelis divide com ele o protagonismo dessa saga que transita rapidamente do luxo extravagante ao colapso absoluto, culminando em investigações federais, disputas violentas com concorrentes e o rastro de milhares de clientes lesados.
O roteiro de “O Faraó dos Bitcoins” acompanha os desdobramentos reais que incluíram a falência da empresa com dívidas bilionárias e as condenações dos envolvidos, jogando luz sobre a ganância e sobre dualidade entre a fé e a ambição no Brasil atual.