Fechar menu
  • Início
  • Animais e Pets
  • Astrologia e Esoterismo
  • Casa e Decoração
  • Cidadania
    • Direitos e Deveres
    • Documentação e Serviços
    • Justiça e Legislação
  • Comportamento
    • Família e Relacionamentos
  • Cultura
  • Economia
    • Finanças Pessoais
    • Impostos e Contribuições
    • Investimentos e Negócios
  • Educação
    • Concursos Públicos
    • Educação Escolar
    • ENEM e Vestibulares
    • Orientação Profissional
  • Empregos e Carreiras
  • Entretenimento
    • Cinema e TV
    • Música e Cultura Pop
  • Espiritualidade
  • Esportes
  • Gastronomia
    • Receitas
  • Loterias e apostas
  • Meio Ambiente
  • Moda e Beleza
  • Política
  • Saúde e Bem-Estar
    • Bem-Estar
    • Nutrição e Alimentação
    • Saúde Mental e Emocional
  • Segurança
  • Tecnologia
  • Tempo
  • Transporte e Trânsito
  • Viagens e Turismo
  • Política de privacidade e termos de uso
  • Expediente
FacebookX (Twitter)Instagram
InstagramFacebookYouTube
Facttual
  • Últimas notícias
  • Rio de Janeiro
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Saúde e Bem-Estar
Facttual
Início » Política
Política

Por que a Segurança Pública pode decidir as eleições de 2026

Muitos analistas considerarem o tema da Segurança Pública como um dos decisores das eleições presidenciais e legislativas, que ocorrerão em outubro de 2026
Mário BoechatPor Mário Boechat8 de janeiro de 2026
WhatsAppFacebookTelegramTwitterLinkedInPinterestTumblrRedditEmailVKontakteCopiar Link
Siga-nos
FacebookInstagramYouTube

À medida que o Brasil avança para o ano eleitoral de 2026, um tema tem ganhado centralidade no debate público e político: a segurança pública. A combinação entre o aumento da percepção de violência, o impacto do crime organizado em comunidades e dados que mostram insegurança generalizada tem movimentado eleitores, partidos e especialistas, a ponto de muitos analistas considerarem o tema um dos decisores das eleições presidenciais e legislativas.

Mais de 90% do crescimento das milícias ocorreu sobre novas áreas, onde não havia controle de nenhuma facção armada
Pelo menos 72 facções criminosas e milícias influenciam a vida de cerca de 23 milhões de brasileiros – Reprodução / Redes Sociais

1 – Segurança Pública em alta: contexto e percepção

Percepção de violência em crescimento

Diversas pesquisas recentes mostram que os brasileiros estão cada vez mais preocupados com a violência e a insegurança:

  • Um levantamento do Instituto Datafolha em 2025 indica que 58% dos brasileiros acreditam que a criminalidade aumentou nos últimos 12 meses – uma percepção compartilhada por diferentes faixas etárias e classes sociais.
  • Outra pesquisa, da Quaest, aponta que 29% dos brasileiros consideram a violência como o principal problema do país, à frente de temas como economia, saúde e educação.

Esses dados refletem a sensação de insegurança vivida no cotidiano, um fenômeno que, ainda que nem sempre refletido proporcionalmente nas estatísticas criminais mais amplas, tem impacto direto no comportamento eleitoral dos cidadãos e no debate público.

Contradições nos dados oficiais

Apesar da percepção de insegurança, dados oficiais mostram nuances importantes:

  • O Mapa da Segurança Pública 2025 indica queda de 6,3% nos homicídios dolosos entre 2023 e 2024.
  • O Atlas da Violência 2025 também registra a menor taxa de homicídios em 11 anos (21,2 por 100 mil habitantes em 2023), embora ainda com taxas elevadas e desigual distribuição regional.

Essa aparente discordância – percepção crescente de insegurança versus queda em alguns indicadores criminais – não diminui a importância do tema no discurso público, porque a sensação de medo muitas vezes se sobrepõe à realidade estatística nas escolhas políticas das pessoas.

O tema 'Segurança Pública' sempre volta com força em ano de eleição
O tema ‘Segurança Pública’ sempre volta com força em ano de eleição – Foto: PMERJ / Divulgação / Arquivo

2 – Crime organizado e territórios sob domínio

Domínio territorial de facções e milícias

Uma dimensão que reforça a centralidade da insegurança é o domínio territorial de organizações criminosas no Brasil. Relatórios recentes apontam que:

  • Pelo menos 72 facções criminosas e milícias influenciam a vida de cerca de 23 milhões de brasileiros, com presença explícita ou convivência próxima do crime organizado em áreas urbanas e periurbanas.
  • Esses grupos muitas vezes funcionam como “governanças paralelas”, controlando rotas de narcotráfico, atividades ilegais e impondo regras nas comunidades, o que afeta diretamente a sensação de ordem e segurança no dia a dia.

Esse cenário fornece um pano de fundo poderoso para discursos políticos que prometem “lei e ordem”, influenciando percepções eleitorais mesmo em contextos em que os indicadores criminais oficiais ofereçam nuances diferentes.

Leia Mais:

  • Ficha Limpa: veja quais partidos foram mais punidos em 10 anos e casos emblemáticos
  • Os principais desafios da segurança pública no Brasil em 2025
  • O que significa a PEC da Segurança Pública para o brasileiro

A atuação estatal e combate ao crime organizado

No campo das políticas públicas, o governo federal e unidades da federação têm promovido iniciativas para combater o crime organizado:

  • A Polícia Federal apreendeu mais de R$ 9,6 bilhões em bens e ativos ligados às facções criminosas em 2025, com atuação integrada das forças federais e rodoviárias.
  • A atuação conjunta tem sido tema de debates no Congresso Nacional, com a tramitação de projetos como o chamado PL Antifacção, que visa endurecer a resposta legal ao crime organizado.

Esses movimentos tanto reagem à pressão social quanto alimentam narrativas políticas sobre a necessidade de maior firmeza no enfrentamento da violência.

A Polícia Federal apreendeu mais de R$ 9,6 bilhões em bens e ativos ligados às facções criminosas em 2025
Polícia Federal apreendeu mais de R$ 9,6 bilhões em bens e ativos ligados às facções criminosas em 2025 – Foto: Reprodução / PF

3 – Estudos acadêmicos ligando vitimização e comportamento eleitoral

Medo de crime, sentimento de insegurança e escolhas políticas

Pesquisas acadêmicas sugerem que experiências pessoais ou coletivas de crime e insegurança podem moldar atitudes políticas:

  • Estudos internacionais e brasileiros destacam que a exposição ao crime e à violência pode aumentar o apoio a candidatos de “lei e ordem” e a políticas punitivas mais rígidas, promovendo posições autoritárias em algumas dimensões, ainda que não necessariamente reduzindo o apoio à democracia como sistema.
  • Dissertações e trabalhos de cientistas políticos apontam que no Brasil há uma ascensão de candidatos com histórico em segurança (policiais, militares), cujas campanhas exploram a temática da violência como central na plataforma eleitoral.

Esse vínculo entre medo de crime e preferência por candidatos “fortes” tem sido documentado em contextos diversos e mostra que o medo faz parte do repertório cognitivo de muitos eleitores, influenciando diretamente a escolha de quem os representará.

Eleições e crime organizado: influência e riscos

Além da mera preferência por políticas punitivas, outra área de pesquisa aponta que em territórios onde as facções dominam, especialmente em contextos urbanamente frágeis, podem ocorrer fenômenos como:

  • Gatekeeping eleitoral, em que grupos criminosos influenciam quem pode concorrer e quem recebe votos, diminuindo a competição genuína.
  • Clientelismo armado, em que organizações criminosas se comportam como “intermediários políticos”, oferecendo benefícios e pedindo apoio político em retorno.

Tais mecanismos mostram que a criminalidade pode não apenas moldar preferências eleitorais, mas também influenciar diretamente a dinâmica eleitoral em certas áreas, trazendo desafios sérios à integridade do processo democrático.

4 – Como isso muda campanhas e agendas públicas

Campanhas focadas em “lei e ordem”

  • Tanto partidos como candidatos já sinalizam que a segurança pública será um tema-chave nas eleições de 2026:
  • Discursos políticos têm enfatizado medidas de endurecimento, reforço policial e maior coordenação entre União, estados e municípios como pilares da estratégia de combate ao crime.

Governadores e pré-candidatos recorrem frequentemente a temas simbolicamente ligados à segurança para consolidar apoio, especialmente em regiões onde a sensação de insegurança é maior.

A resposta das instituições públicas

Não só campanhas eleitorais, mas também agendas públicas estão sendo moldadas por essa centralidade:

  • O Senado Federal mobilizou debates e aprovou projetos relacionados ao enfrentamento ao crime organizado.
  • Governadores criaram iniciativas interestaduais para cooperação policial e troca de informações.

Assim, o tema transborda a mera retórica eleitoral e começa a reconfigurar diálogos políticos, alianças partidárias e propostas de políticas públicas, apontando para uma agenda legislativa centrada em segurança nos próximos anos.

Congresso Nacional fica em Brasília, capital federal
Congresso Nacional tem recebido projetos como o chamado PL Antifacção – Foto: Roque de Sá/Agência Senado

5 – Riscos democráticos: quando a segurança vira moeda política

Embora a segurança pública seja, em absoluto, um tema legítimo para o debate democrático, a sua instrumentalização eleitoral apresenta riscos:

  1. Normalização de medidas autoritárias

Estudos levantam preocupações de que o medo do crime pode levar ao apoio a medidas de força ou práticas que limitam liberdades civis, sem necessariamente fortalecer a democracia como sistema.

  1. Estigmatização e exclusão social

Campanhas que exploram a insegurança podem reforçar estigmas contra determinados grupos socioeconômicos e raciais, contribuindo para divisões sociais. Isso pode enfraquecer coesão social e prejudicar políticas públicas que abordem as causas estruturais da violência.

  1. Fragilização institucional

Transformar segurança pública em moeda eleitoral pode levar a promessas inalcançáveis ou à erosão de instituições de controle e responsabilização, especialmente se a agenda for moldada por medidas populistas de curto prazo, sem foco em soluções estruturais.

Por que 2026 pode ser o ano da segurança pública

O avanço da percepção de insegurança, o papel central que a violência e o crime organizado desempenham no cotidiano de milhões de brasileiros, e evidências acadêmicas que ligam experiências de violência à escolha política configuram um cenário em que a segurança pública não será apenas um tema entre tantos nas eleições de 2026, mas sim um dos fatores decisivos da disputa eleitoral.

A medir pelas pesquisas de opinião, debates legislativos e tendências nas campanhas, é provável que os eleitores continuem a avaliar candidatos pela capacidade de oferecer respostas concretas ao problema da criminalidade. No entanto, essa ênfase também requer vigilância: para além das promessas de toga e fuzil, uma democracia vibrante precisa de políticas públicas bem formuladas, respeito aos direitos humanos e fortalecimento das instituições que protegem tanto a segurança quanto as liberdades civis.

Em suma, o eleitor de 2026 quer segurança, mas, para que ela esteja verdadeiramente à altura das expectativas, ela precisa ser tratada como um tema de políticas públicas com base em evidências, não apenas como slogan de campanha.

Brasil Rio de Janeiro
Publicação anteriorBig Jaum aponta fatores que chamam atenção na comédia “Agentes Muito Especiais”
Próxima publicação Saulo Arcoverde vê “Agentes Muito Especiais” como celebração ao legado de Paulo Gustavo

Posts relacionados

IPVA RJ 2026: vale a pena pagar à vista? Nem sempre!

10 de janeiro de 2026

Recall Nestlé: marcas recolhidas atendem público infantil

7 de janeiro de 2026

Relembre políticos condenados pela Justiça envolvidos em casos de Segurança Pública

7 de janeiro de 2026
Mais lidas

IPTU 2026 RJ: veja a data em que o carnê vai chegar

IPTU 2026 Niterói: veja descontos mas prepare o bolso

Top 10 podcasts brasileiros que você precisa ouvir

Assine a Newsletter

Fique por dentro das principais novidades da Facttual sobre entretenimento, esportes e notícias do Brasil.

Publicidade

Facttual reúne entretenimento, esportes e as principais notícias do Brasil para você. Informação de qualidade em um só lugar. Tudo no Facttual!

FacebookInstagramYouTube
Últimas

“Talismã” na premiação, Fernanda Torres comemora consagração de “O Agente Secreto” no Globo de Ouro

12 de janeiro de 2026

“Santa Nanda da Sorte”: entenda o amuleto inusitado usado por equipe de “O Agente Secreto” no Globo de Ouro

12 de janeiro de 2026

Protagonista de “O Agente Secreto”, Wagner Moura faz história e ganha o Globo de Ouro de Melhor Ator de Drama

12 de janeiro de 2026

Assine a Newsletter

Fique por dentro das principais novidades da Facttual sobre entretenimento, esportes e notícias do Brasil.

© 2026 Facttual.
  • Política de privacidade e termos de uso
  • Expediente

Digite acima e pressione Enter para buscar. Pressione Esc para cancelar.