
O In-Edit Brasil trouxe um olhar plural para a forma como os estilos musicais fazem sucesso pelo país afora. Um dos destaques da edição de 2026 foi “Gritos de Agonia”.
Dirigido por Márcio Crux, “Gritos de Agonia” abriu espaço para a forma como movimento punk e hardcore ganhou espaço em Belém, no Pará. O cineasta revelou que houve desafios para fazer seu documentário exibido na Cinemateca Brasileira.
Márcio Crux conta trabalho em torno de “Gritos de Agonia”
Diretor de “Gritos de Agonia”, Márcio Crux apontou que fez um trabalho muito forte para encontrar todas as bandas ligadas ao movimento punk e hardcore na capital paraense. Além disto, buscou fazer um documentário no estilo de fanzine.
Processo intenso em torno de “Gritos de Agonia”
O cineasta ainda contou que o processo para fazer “Gritos de Agonia” durou muitos anos. Não faltou trabalho até chegar a um número exato de grupos ligados ao estilo de punk e hardcore.
Marcada por fortes contrastes sociais, Belém muitas vezes se revela uma cidade dura e implacável. Em um cenário que oferece poucas perspectivas de futuro, um movimento de resistência ocupa ruas, praças e palafitas, enfrentando o provincianismo, a decadência e o abandono, enquanto ecoa gritos de agonia e desespero.
A partir do diálogo entre o contexto histórico e a relação desse movimento com a cidade, o filme reúne depoimentos e valioso material de arquivo para contar mais de 40 anos da cena punk hardcore na capital do Pará.