
Uma das artistas mais inquietas e inovadoras do país tem sua história transposta para as telas. Chegou ao circuito “Amelia Toledo – Lembrar de Não Esquecer”.
Dirigido por Hélio Goldsztejn, o filme revela a trajetória de Amelia Toledo, uma criadora que transformava a própria casa em ateliê, indo do desenho de joias à escultura e experimentando com materiais tão diversos quanto acrílico, chapas de metal, pedras e conchas.
Amelia Toledo: artista com diversas nuances
Amelia Amorim Toledo nasceu na cidade de São Paulo. Ela construiu uma carreira marcada pela ousadia e pela abertura ao diálogo entre a arte e a vida. Como professora, deixou sua marca em instituições como o Mackenzie e a FAAP, além de ter integrado a equipe da recém-criada Universidade de Brasília, sob a reitoria de Darcy Ribeiro. O golpe militar de 1964 interrompeu sua trajetória no Brasil, levando-a a Portugal com a família, por um breve período.
Apresentadas hoje em mostras que atraem multidões, as obras de Amelia convidam não apenas à contemplação, mas também ao tato e à interação, explorando múltiplos ângulos de visão e até as sombras projetadas no espaço. Amelia tem uma trajetória singular. Foi aluna de Anita Malfatti, conviveu com intelectuais e artistas como Hélio Oiticica e Lygia Pape e Waldemar da Costa, além de ter trabalhado com o arquiteto Vilanova Artigas.
Documentário faz resgate minucioso da obra de Amelia Toledo

Aos 83 anos, Amelia participou como convidada na 20ª Bienal Internacional de São Paulo (2010). O documentário sobre a artista percorre suas múltiplas dimensões através de depoimentos de amigos, artistas e familiares, revelando como ela atravessou tempos, linguagens e fronteiras sem nunca perder a capacidade de se reinventar.
Trata-se, acima de tudo, de um convite para revisitar a força criadora de uma artista que sempre fez da arte um território de liberdade e descoberta.