
A estreia mundial de “Paper Tiger” foi bem-sucedida. O filme produzido pela brasileira RT Features que traz Scarlett Johansson, Adam Driver e Miles Teller no elenco principal recebeu fortes aplausos no Festival de Cannes.
Dirigida por James Gray, a obra está na Mostra Competitiva do Festival de Cannes e marca o crescimento da RT Features, empresa de Rodrigo Teixeira responsável por “Ainda Estou Aqui”.
“Paper Tiger” traz nova parceria significativa

“Paper Tiger” traz um marco bastante simbólico. Trata-se da terceira parceria entre o cineasta com a produtora fundada por Rodrigo Teixeira. Adquirida pela NEON nos Estados Unidos e com distribuição no Brasil garantida pela Diamond Films, a obra inicia sua trajetória sendo sucesso da crítica internacional.
A trama acompanha dois irmãos que, em busca do sonho americano, envolvem-se em uma operação duvidosa e são arrastados para um submundo de corrupção e violência. À medida que se tornam alvos da máfia russa, o vínculo entre eles começa a se desgastar, tornando uma traição impensável em ameaça real.
Diretor fala sobre a exibição de “Paper Tiger”

O diretor James Gray falou sobre a nova oportunidade de apresentar um filme no Festival de Cannes:
– Eu, finalmente, aprendi a apreciar e acima de tudo apreciar vocês, porque sem o público não tem cinema. Este é um momento muito importante, me emociona ver vocês neste cinema, que significa tanto para mim e para minha história – disse, ao final da exibição de “Paper Tiger”.
O filme recebeu elogios de publicações voltadas para cinema. David Rooney, ao The Hollywood Reporter, afirmou que “Gray e seu elenco magnífico estão em plena forma e no controle total deste filme impactante que revela o alto preço de perseguir o sonho americano de forma imprudente”.
Já Tim Grierson, do Screen Daily, faz um paralelo da carreira de Gray e valoriza a direção do cineasta em “Paper Tiger” ao indicar que “como costuma acontecer com este roteirista e diretor, o filme tem uma visão pessimista do Sonho Americano, mas (…), a intensidade silenciosa de “Paper Tiger” e a crescente tensão entre irmãos tornam a experiência envolvente”.
Para a Indiewire, David Ehrlich também valoriza o trabalho de James Gray ao afirmar que “não é estranho (o diretor explorar) sagas sobre tensões fraternais, mas ele nunca havia explorado com tanta força os laços que unem as famílias, ou observado com tanta sensibilidade como eles podem sufocar uma família inteira quando uma certa força os puxa com intensidade suficiente”. E Stephanie Zacharek, à Time, revela que “o filme é de uma tensão angustiante, como se Gray estivesse descobrindo um dom que desconhecia, brincando com os nervos do público”.
Sua distribuição em território americano garantida pela Neon indica que “Paper Tiger” é um nome para ficar de olho na temporada de premiações. Recenteme A distribuidora tem adotado a estratégia de selecionar a dedo filmes de festival para distribuir e posicionar em premiações, como foram os casos de ‘Parasita’ (2019), ‘A Pior Pessoa do Mundo’ (2021), ‘Triângulo da Tristeza’ (2022), ‘Anatomia de Uma Queda’ (2023), ‘Anora’ (2024) e ‘O Agente Secreto’ (2025).