
O domingo do Festival de Gramado foi marcado por uma homenagem no Festival de Gramado. Marcos Caruso subiu ao palco do Palácio dos Festivais para receber uma das honrarias da edição de 2026 do evento.
Marcos Caruso foi um dos escolhidos para as tradicionais homenagens promovidas pelo festival.
Marcos Caruso brinca ao receber prêmio

O ator fez uma brincadeira ao receber o Troféu Cidade de Gramado ao completar 54 anos de carreira:
-Considero a missão comprida e não cumprida – afirmou.
Além disto, destacou o desafio que é ser homenageado:
-Receber um prêmio já é um perigo. Quando você recebe um prêmio por um trabalho é um perigo. Quando você recebe um prêmio por vários trabalhos, se torna um perigo ainda maior. Porque isso alimenta nossa vaidade, alimenta nossa importância, isso aqui, com 700 pessoas me aplaudindo, me coloca numa altura maior que é a cidade de Gramado. Me sinto nas nuvens, mas tenho que colocar os pés no chão – disse.
Em seguida, falou sobre uma coincidência na sua trajetória em relação a Gramado:
-Tenho que olhar para io como quem olha para o retrovisor e vê uma história passar. Quando vi passarem 54 anos de Gramado, vi uma coincidência. No fim do ano, completo 54 anos de carreira! – e destacou:
-Quando olho para isto e vejo pelo retrovisor as novelas que escrevi, peças de teatro, roteiros que escrevi, direção, tudo isso me deixa vaidoso. Mas eu tenho que ter pé no chão! E pé no chão é o que? É saber que a minha função e a de nós, artistas, é produzir oxigênio para aqueles que nos inspiraram se inspirarem – disse.
Prêmio recebido por Marcos Caruso é significativo

O Troféu Cidade de Gramado, entregue a Marcos Caruso, é concedido a artistas ligados ao festival e que contribuíram para a projeção do evento.
Marcos Caruso tem uma vasta trajetória na televisão e uma vasta carreira como artor, diretor e dramaturgo.Além disto, teve sólida parceria como autor ao lado de Jandira Martini, com quem escreveu peças como “Sua Excelência, O Candidato”, “Porca Miséria” e “Operação Abafa”.
Sua peça “Trair E Coçar É Só Começar” foi montada diversas vezes nos últimos 40 anos e ganhou uma versão para o cinema em 2006, protagonizada por Adriana Esteves e sob a direção de Moacyr Góes
Marcos Caruso nas telas

Nas telas, Marcos Caruso fez mais de 20 filmes. Os que ganharam mais destaque foram “Memórias Póstumas”, de André Klotzel, em 2001, “Depois Daquele Baile”, de Roberto Bomtempo, de 2005, “Irma Vap – O Retorno”, de Carla Camurati, de 2006, “Polaroides Urbanas”, de Miguel Falabella, de 2008, “Cilada.com”, de 2011, e “O Diário de Tati”, de Mauro Farias, de 2012.
Além disto, trabalhou em “O Escaravelho do Diabo”, de 2016, e “Contra A Parede” e “Crô Em Família”, lançados em 2018.