
No Mês do Orgulho LGBTQIA+, chega ao circuito nesta quinta-feira, 25 de junho, um filme com olhar bastante significativo. Trata-se de “Apenas Coisas Boas”.
Com produção da Rensga Filmes e coprodução da Caprisciana Produções, a obra de Daniel Nolasco utiliza do realismo fantástico e dos gêneros do melodrama e do suspense para trazer uma narrativa protagonizada por personagens LG
Por que o Mês do Orgulho LGBTQIA+ é celebrado em junho?

Junho é considerado o mês do Orgulho LGBTQIA+ em virtude rebelião de Stonewall, ocorrida em 28 de junho de 1969, no bairro de Greenwich Village, em Lower Manhattan, na cidade de Nova York. Os frequentadores do Stonewall, outros bares lésbicos e gays do Village e pessoas do bairro reagiram a atitudes violentas da polícia, em um período no qual a homossexualidade era criminalizada.
Em virtude da confusão que durou dias, ativistas passaram a se organizar e houve um movimento de libertação gay. Há marchas e paradas LGBTQIA+ nos Estados Unidos e em diversos países e os temas sobre o Mês do Orgulho LGBTQIA+ ficam em voga em junho.
Mês do Orgulho LGBTQIA+ no Brasil

O Brasil incorporou o Dia do Orgulho LGBTQIA+. Além disto, o Mês do Orgulho LGBTQIA+ inclui uma série de eventos, entre eles a Parada LGBTQIA+ na Avenida Paulista.
O cinema brasileiro vem trazendo filmes com temática queer nos últimos anos. Um deles é “Baby”, de Marcelo Caetano. O mais recente foi “Quinze Dias”, inspirado em best-seller de Vitor Martins. Também chegou ao circuito “Labirinto dos Garotos Perdidos”.
“Apenas Coisas Boas” aborda romance LGBTQIA+ e conservadorismo

“Apenas Coisas Boas” oferece um olhar íntimo sobre vivências marginalizadas, contando a história de dois homens que se apaixonam e ficam juntos por mais de 40 anos, tendo como cenário Goiás, um dos estados mais conservadores do Brasil. Uma reflexão intimista é proposta sobre como conquistas sociais e mudanças no comportamento e na percepção da sociedade contemporânea influenciam na vida cotidiana de um casal homoafetivo.
Veja o trailer de “Apenas Coisas Boas”
No município de Catalão, em uma paisagem rural, Antonio, interpretado por Lucas Drummond, é um fazendeiro que vive sozinho e isolado, cuidando dos afazeres de sua pequena fazenda. Seu destino cruza com o de Marcelo, vivido por Liev Castro, um motociclista solitário que sofre um acidente ao passar pela região. Desacordado, ele é resgatado por Antonio, que cuida de seus ferimentos e o abriga durante sua recuperação, dando início a uma história de amor que transforma, desestabiliza e provoca rupturas em cada um deles.
Cineasta conta como é lançar o filme no Mês do Orgulho LGBTQIA+

O diretor Felipe Fernandes exalta a oportunidade de lançar “Apenas Coisas Boas” em um mês tão importante.
-É muito importante o filme estrear durante o Mês do Orgulho, um momento em que devemos dialogar com pessoas dentro e fora do meio LGBTQI+. “Apenas Coisas Boas” é um romance rural com uma narrativa queer que mostra a força pulsante do desejo e do amor, assim como seu silenciamento – explicou Nolasco, que é considerado um dos nomes mais relevantes do cinema queer brasileiro.
Nolasco ainda ressaltou:
– O longa propõe uma reflexão sobre os dilemas éticos e morais presentes no mundo contemporâneo, que impõem determinados tipos de modelos de relacionamentos e casamentos que são, por sua vez, aceitos socialmente, embora não consigam abarcar toda a diversidade afetiva e sexual presente na nossa sociedade. Aborda, entre outros temas, o casamento homoafetivo; a sexualidade na terceira idade; a violência; o desejo dissidente; e a homofobia estrutural.