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Cinema e TV

Filme “Nem Tudo É Paz E Amor” chega aos cinemas nesta quinta-feira e resgata as memórias de quem cresceu em meio à contracultura

"Nem Tudo É Paz E Amor" traz lembranças de filhos de artistas que marcaram época na década de 1970
Vinicius FaustiniPor Vinicius Faustini26 de agosto de 2026Atualizado:26 de agosto de 2026
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Cena de “Nem Tudo É Paz E Amor” (Foto: Divulgação)

O legado da contracultura ganha um olhar mais significativo a partir desta quinta-feira. Chega ao circuito “Nem Tudo É Paz E Amor”.

O documentário “Nem Tudo É Paz E Amor” traz o olhar de quem cresceu em meio a memórias,
dinâmicas familiares e na herança cultural do Brasil dos anos 1970.

“Nem Tudo É Paz E Amor” tem direção de filho de Paulinho Boca de Cantor

Paulinho Boca de Cantor e Betão Aguiar (Foto: Reprodução / Instagram)

“Nem Tudo É Paz E Amor” tem direção de Betão Aguiar, filho do Paulinho Boca de Cantor. Ele mergulha em memórias dos anos 1970 a partir de relatos íntimos de nomes como Moreno Veloso, Nara Gil, Marília Aguiar, Sarah Sheeva, Beto Lee e Anelis Assumpção.

O documentário integrou a seleção do festival In-Edit Brasil 2026 com quatro sessões esgotadas, chega ao circuito comercial em 27 de agosto, com distribuição exclusiva da Pandora Filmes.

“Nem Tudo É Paz E Amor”: como surgiu a ideia do filme

Em “Nem Tudo É Paz E Amor”, Betão revisita episódios extraordinários e também os traumas que marcaram a infância dele e de seus entrevistados naquele contexto de liberdade, psicodelia e efervescência artística.

– Nossos pais ousaram sonhar um mundo diferente e romper padrões – mas percebi que certos vazios pediam respostas”, conta o diretor, em sua segunda incursão no cinema de longa-metragem depois de “Samba de Santo– Resistência Afro-Baiana” (2020).


A ideia original de “Nem Tudo É Paz e Amor” é de Jasmin Pinho, sua amiga de adolescência, falecida em 2020. O filme foi realizado com recursos provenientes da Ancine via FSA e BRDE
e Betão também assina a produção executiva do longa, ao lado de Minom Pinho, em uma
parceria Casa Redonda e Zapipa Produções.

-Nasci e cresci em um universo profundamente musical, em contato direto com alguns dos
maiores nomes da música produzida no Brasil. Ter sido criado em uma família alternativa,
de forte vocação hippie nos anos 1970, atravessou minha existência em múltiplas esferas e
foi determinante para quem sou e para a visão de mundo que construí. O filme é uma
conversa aberta que ajuda a contar uma história que é nossa — e de muitas pessoas
nascidas e criadas nesse período e sob essas condições- disse.

São Paulo (SP)
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