
Uma produção que tem marca brasileira se consagrou no Festival de Cannes. Trata-se de “Elefantes Na Névoa”, filme que, além do Brasil, tem parceria do Nepal, Alemanha, França e Noruega.
Dirigida pelo nepalês Abinash Bikram Shah, “Elefantes Na Névoa” recebeu o Grande Prêmio do Júri do Festival de Cannes na Mostra Un Certain Regard da edição de 2026.
“Elefantes Na Névoa” tem força reconhecida em Cannes

A dimensão de “Elefantes Na Névoa” foi exaltada pelos produtores brasileiros do filme. Tatiana Leite, da Bubbles Project, afirmou:
-Ganhar o Grande Prêmio do Júri é gigantesco! Este é o primeiro longa do diretor Abinash Bikram Shah, um artista extremamente talentoso, e ouvir ele citar meu nome e o de Leonardo Mecchi (produtor do filme), que fez o filme comigo, é um orgulho imenso. Em breve, todo mundo poderá descobrir “Elefantes Na Névoa” em um cinema pertinho de casa, após a estreia no Brasil – afirmou.
Equipe brasileira de “Elefantes Na Névoa” recebe prêmio em uma das categorias do festival
“Elefantes Na Névoa” ainda recebeu prêmio em outra categoria. A equipe brasileira do filme teve reconhecimento na categoria de Melhor Criação Sonora. Pedro Sá Earp foi até o Nepal e trabalhou na captação do áudio durante as filmagens. Já na pós-produção, o diretor Abinash Bikram Shah foi ao Brasil e trabalhou na Confraria de Sons e Charutos com o designer de som Henrique Chiurciu.o mixador Daniel Turini e o supervisor de som Fernando Henna estiveram na equipe.
Leonardo Mecchi, sócio-fundador da Enquadramento Produções, não escondeu a sensação em torno do destaque sobre o filme.
-Estamos muito felizes pelo prêmio, especialmente por ele reconhecer justamente o trabalho que o Brasil desempenhou no som do filme. Além disso, essa conquista evidencia a força das coproduções, que promovem trocas e intercâmbios culturais entre países, enriquecendo ainda mais a obra – afirmou.
A diretora Tatiana Leite, da Bublles Project, completou:
-É incrível recebermos o prêmio de melhor criação sonora no Festival de Cannes porque não apenas destaca o filme entre tantos apresentados no festival, mas também valoriza a potência da colaboração artística das coproduções e reconhece o talento diretor o Abinash e equipe técnica e artística brasileira do filme! – disse.
A trama é ambientada em um vilarejo no Nepal, à beira de uma floresta habitada por elefantes selvagens, o filme acompanha Pirati, líder de uma comunidade Kinnar, que vê sua vida abalada após o desaparecimento de uma de suas filhas. A partir deste evento, a narrativa se desenvolve como uma investigação, atravessada por conflitos íntimos e sociais.