
Um dos resgates da história da música brasileira chega ao circuito nesta quinta-feira. Dirigido por Flávio Frederico, “Alma Negra – Do Quilombo Ao Baile” traz para as telas a influência da black music na história do Brasil em grande estilo.
O filme passa por nomes relevantes da black music, como Carlos Dafé, Toni Tornado, Zezé Motta, Dom Filó, Seu Jorge e Sandra de Sá para contar a força do movimento no Brasil.
A black music como resistência no Brasil
“Alma Negra – Do Quilombo Ao Baile” abrange desde o surgimento da soul music no Brasil, no final dos anos 1960, até o auge dos icônicos bailes black nas décadas seguintes, especialmente em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo. O filme vai além de um panorama musical.
A busca é por mostrar como estes espaços se tornaram territórios de resistência cultural e política durante a Ditadura Militar.
Documentário sobre black music dá voz a inúmeros artistas

Astros da black music dão declarações no filme (Foto: Divulgação)
Com roteiro de Mariana Pamplona e Flavio Frederico, e direção musical do produtor BiD, o documentário reúne grandes nomes da black music brasileira. Além disto, traz referências históricas como Tim Maia, Cassiano e Gérson King Combo. Conta ainda com depoimentos de especialistas e intelectuais como Nelson Motta, Beatriz Nascimento, Lélia Gonzalez e Edneia Gonçalves.
“Alma Negra – Do Quilombo Ao Baile” percorreu diversos festivais no Brasil e no mundo. Entre os destaques estão as exibições no Festival do Rio, na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, além de sessões no Festival de Havana (Cuba) e no encerramento do Fest Aruanda, da Paraíba. O longa também integrou a programação da Mostra de Cinema de Tiradentes e do IN-EDIT Brasil 2025.