O Rio de Janeiro lidera um ranking que pesa no bolso do passageiro. A tarifa do Metrô RJ é hoje a mais cara do país. O valor supera o cobrado em capitais com redes maiores e mais integradas.

Em 2026, a passagem do Metrô RJ chega a R$ 7,90 na tarifa cheia. Em São Paulo, o metrô custa R$ 5,00. A diferença chama atenção, principalmente quando se observam os dados de extensão das linhas.
O Metrô RJ tem cerca de 57 quilômetros de trilhos em operação. Já o Metrô de São Paulo ultrapassa os 100 quilômetros, considerando apenas as linhas metroviárias. Ou seja, a capital paulista oferece quase o dobro de cobertura por um preço significativamente menor.
Essa comparação ajuda a explicar a insatisfação frequente dos usuários no Rio. O passageiro paga mais e percorre menos distância. Além disso, a rede carioca atende um número menor de bairros quando comparada a outras grandes cidades.
Metrô RJ: valores e formas de pagamento:
- Tarifa Comum: R$ 7,90 (cartão Unitário ou Giro, débito/crédito por aproximação).
- Tarifa Social: R$ 5,00 (requer cadastro no Bilhete Único Intermunicipal e renda específica).
- Integração Trem + Metrô: R$ 9,40 (com Bilhete Único Intermunicipal).
- Como Pagar:
- Cartão Unitário/Giro: Nas estações.
- Pagamento por Aproximação: Cartão de crédito/débito (Visa, Mastercard, Elo) ou dispositivos NFC.
- Aplicativo: Bilhete Unitário QR Code pelo RecargaPay.

Outro ponto que pesa é a integração com outros modais. Em São Paulo, o metrô se conecta de forma mais ampla com trens metropolitanos e corredores de ônibus. No Rio, apesar de avanços, a integração ainda é limitada em várias regiões.
O impacto da tarifa alta é direto na rotina de quem depende do transporte público. Para muitos trabalhadores, o custo diário compromete uma parte relevante da renda. Isso faz com que alternativas mais lentas, como ônibus, ainda sejam escolhidas por parte da população.
Diante desse cenário, cresce a busca por benefícios e descontos. Programas como Bilhete Único Intermunicipal, gratuidades legais e vale-transporte podem reduzir o valor pago por viagem. Nem todos os usuários sabem, mas há regras específicas que garantem esse direito.
Estudantes, idosos e pessoas com deficiência, por exemplo, podem ter acesso a condições especiais. Trabalhadores formais também podem utilizar o vale-transporte para aliviar o custo mensal. Em alguns casos, a economia ao longo do mês é significativa.

Por isso, entender quem tem direito a benefícios no metrô do Rio é fundamental. A tarifa é alta, mas nem sempre precisa ser paga integralmente. Informar-se pode ser o primeiro passo para gastar menos no transporte urbano.
Em um momento de pressão sobre o custo de vida, o debate sobre o preço do metrô ganha ainda mais relevância. Comparar dados, cobrar soluções e conhecer os próprios direitos faz parte desse processo. O passageiro atento pode encontrar caminhos para reduzir o impacto no bolso.