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Segurança

Os desafios da Segurança Pública no Brasil e no Rio de Janeiro em 2026

A segurança pública segue segue como um dos temas centrais do debate. Apesar de avanços pontuais, o país segue enfrentando índices elevados de violência
Mário BoechatPor Mário Boechat13 de janeiro de 2026
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A segurança pública permanece, em 2026, como um dos temas centrais do debate público no Brasil e, de forma ainda mais intensa, no estado do Rio de Janeiro. Apesar de avanços pontuais em políticas sociais, tecnologia policial e mecanismos de controle institucional, o país segue enfrentando índices elevados de violência, forte presença do crime organizado e uma profunda desconfiança da população em relação às instituições responsáveis pela proteção da vida e do patrimônio.

O tráfico de drogas continua a ser uma ameaça significativa à segurança pública
O tráfico de drogas continua a ser uma ameaça significativa à segurança pública – Foto: Divulgação / Redes da Maré

Segundo especialistas, os desafios da segurança pública brasileira não podem ser compreendidos de forma isolada. Eles estão diretamente conectados à desigualdade social histórica, à fragmentação institucional do Estado, à baixa capacidade de investigação e à persistência de um modelo de policiamento excessivamente repressivo. No Rio de Janeiro, esses problemas se manifestam de forma mais aguda, com confrontos armados frequentes, expansão territorial de facções criminosas e milícias e uma crise permanente de legitimidade das forças de segurança.

Desigualdade social: a raiz estrutural da violência

A desigualdade social continua sendo um dos principais motores da criminalidade no Brasil. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, embora haja leve melhora em indicadores de renda nos últimos anos, o país ainda figura entre os mais desiguais do mundo. A falta de acesso à educação de qualidade, emprego formal e moradia digna cria um ambiente de exclusão social que favorece o recrutamento de jovens pelo crime organizado.

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De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), jovens negros, moradores de periferias e favelas seguem sendo as principais vítimas da violência letal e, paradoxalmente, também os principais alvos da ação policial. Em seu Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o FBSP aponta que a violência no Brasil está fortemente associada a fatores socioeconômicos estruturais, e não apenas à ausência de policiamento ostensivo.

O Rio convive há décadas com confrontos armados frequentes e um cotidiano marcado pelo medo em diversas comunidades
Rio convive há décadas com confrontos armados frequentes e a vida marcada pelo medo – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Especialistas como o sociólogo Luiz Eduardo Soares, ex-secretário nacional de Segurança Pública, defendem que “não existe política de segurança eficaz sem políticas sociais robustas”. Para ele, insistir apenas no confronto armado significa tratar os sintomas, sem enfrentar as causas profundas da violência.

Fragmentação institucional e falta de políticas de Estado

Outro grande entrave da segurança pública no Brasil em 2026 é a fragmentação institucional. A alternância de governos, tanto em nível federal quanto estadual, costuma interromper programas, reformular prioridades e descontinuar projetos antes que seus resultados possam ser avaliados.

O sistema de segurança pública brasileiro é marcado pela divisão entre polícia militar, polícia civil, polícia federal, polícia rodoviária federal e guardas municipais, cada uma com atribuições específicas, culturas organizacionais distintas e, muitas vezes, pouca comunicação entre si. A ausência de uma governança democrática integrada dificulta a construção de políticas de Estado duradouras.

Nova fase da Operação Contenção tem impacto direto na rotina dos moradores - Foto: Divulgação
Polícia Civil é uma das forças de seguranças presentes nos estados do Brasil – Foto: Divulgação

Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a falta de coordenação entre União, estados e municípios resulta em desperdício de recursos e baixa efetividade das ações. Em 2026, apesar da existência do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), criado para integrar esforços, sua implementação plena ainda enfrenta resistências políticas e institucionais.

Falta de integração entre as forças de segurança

A ausência de articulação entre as forças de segurança segue como um dos principais gargalos operacionais. Em muitos estados, inclusive no Rio de Janeiro, investigações criminais não dialogam adequadamente com o policiamento ostensivo, e informações estratégicas deixam de ser compartilhadas em tempo hábil.

Especialistas em gestão pública apontam que a integração de dados, inteligência e operações é fundamental para enfrentar organizações criminosas cada vez mais sofisticadas. O crime organizado atua de forma articulada, transnacional e altamente adaptável, explorando justamente as brechas deixadas pela falta de cooperação estatal.

Experiências internacionais, como as adotadas em países europeus e no Canadá, mostram que centros integrados de comando, bancos de dados unificados e metas compartilhadas podem reduzir significativamente os índices de criminalidade. No Brasil, porém, essas iniciativas ainda avançam de forma desigual.

Modelo repressivo e violações de direitos humanos

O modelo de segurança pública brasileiro continua fortemente baseado na repressão e no confronto direto. Operações policiais em áreas periféricas, especialmente no Rio de Janeiro, frequentemente resultam em mortes, inclusive de inocentes, o que gera indignação, medo e deslegitimação das instituições.

Segundo dados do FBSP, o Brasil segue entre os países com maior número de mortes decorrentes de intervenção policial no mundo. No Rio de Janeiro, organizações como a Rede de Observatórios da Segurança apontam que operações policiais letais continuam sendo utilizadas como principal resposta estatal à criminalidade, apesar das reiteradas recomendações do Supremo Tribunal Federal (STF) para a redução da letalidade policial.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) já alertou que políticas baseadas exclusivamente na força tendem a agravar ciclos de violência e aprofundar a desconfiança entre polícia e população.

Impunidade e baixa taxa de resolução de crimes

A impunidade é outro fator que alimenta a violência. No Brasil, a taxa de elucidação de homicídios permanece baixa. Estimativas do Instituto Sou da Paz indicam que menos de 40% dos homicídios são esclarecidos, percentual que é ainda menor em alguns estados.

A baixa capacidade investigativa, aliada à sobrecarga do sistema de justiça criminal, transmite à sociedade a sensação de que o crime compensa. Para especialistas, investir em investigação, perícia, tecnologia e valorização da polícia judiciária é tão ou mais importante do que ampliar o policiamento ostensivo.

Os desafios específicos do Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, a crise da segurança pública assume contornos ainda mais dramáticos. O estado convive há décadas com confrontos armados frequentes, interrupção de serviços públicos e um cotidiano marcado pelo medo em diversas comunidades.

Áreas densamente povoadas continuam sendo palco de confrontos
Áreas densamente povoadas continuam sendo palco de confrontos – Foto: Divulgação / PMERJ

Violência armada e operações policiais

Em 2026, o Rio segue registrando altos índices de tiroteios e mortes em operações policiais. Relatórios do Instituto Fogo Cruzado mostram que áreas densamente povoadas continuam sendo palco de confrontos, afetando escolas, unidades de saúde e o direito de ir e vir da população.

Crime organizado e milícias

Além das facções ligadas ao tráfico de drogas, as milícias representam um desafio crescente. Formadas majoritariamente por agentes ou ex-agentes de segurança, elas controlam territórios, exploram serviços ilegais e exercem influência política. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), a expansão das milícias compromete não apenas a segurança, mas também a democracia local.

Persistência do modelo militarizado

Apesar de iniciativas de policiamento de proximidade e projetos comunitários, o ethos militarizado ainda predomina na atuação policial fluminense. Para pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV), essa lógica reforça a ideia de “inimigo interno” e mantém o estado em uma sensação permanente de guerra.

Caminhos possíveis e perspectivas

Especialistas concordam que não há soluções simples ou imediatas. No entanto, algumas diretrizes são amplamente defendidas: fortalecimento de políticas sociais, integração efetiva das forças de segurança, foco em inteligência e investigação, redução da letalidade policial, combate à corrupção e às milícias, além de transparência e controle externo das instituições.

Em 2026, o grande desafio do Brasil e do Rio de Janeiro é transformar a segurança pública em uma política de Estado, baseada em evidências, respeito aos direitos humanos e participação social. Sem isso, o país seguirá preso a ciclos de violência, medo e desigualdade que comprometem seu desenvolvimento e sua democracia.

A segurança pública, mais do que uma questão policial, é um reflexo direto das escolhas políticas, sociais e econômicas feitas ao longo do tempo. Enfrentar esses desafios exige coragem institucional, planejamento de longo prazo e, sobretudo, compromisso com a vida.

Brasil Rio de Janeiro - RJ
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