
Os bairros do Rio de Janeiro têm histórias marcadas por situações curiosas. Há lendas urbanas, moradores ilustres, mistérios…
Porém, Realengo rende um debate muito curioso. Durante anos manteve-se uma incógnita sobre a origem do nome do bairro da Zona Oeste. Esta é uma das muitas histórias do Rio.
Realengo: existente desde o período de Dom João VI

A fundação de Realengo aconteceu ainda no período no qual a Família Real Portuguesa governava o Brasil. O marco da fundação costuma ter como referências as datas de 27 de junho de 1814 ou novembro de 1815.
A princípio, a região era voltada para a produção de açúcar e cachaça. O local era povoado por imigrantes dos Açores e também por escravizados.
Sua fundação ter acontecido durante o período da Família Real Portuguesa no Brasil e deu margem para a dupla interpretação quanto à origem do nome Realengo.
Realengo: uma “adaptação” de Real Engenho?

Uma versão que se popularizou entre os cariocas é de que Realengo seria uma abreviação de Real Engenho. Como o nome Real Engenho não aparecia na íntegra nos letreiros do bonde (Real Engº), as pessoas teriam passado a definir Real Engenho como Realengo.
A história, muito difundida, no bairro, não chega a se sustentar. Os bondes começaram a circular no Rio de Janeiro apenas em 1860, no Segundo Império.
Realengo: era no tempo do Rei

A versão mais aceita por historiadores tem a ver com o local do bairro. Os terrenos concedidos por Dom João (que ainda era príncipe) eram denominados como Terras Realengas de Campo Grande. O termo dizia que a região era pertencente ao Rei, mas estava distante do poder real.
Inicialmente, a região era utilizada apenas para servir de pastagem de gado bovino. A cana-de-açúcar colhida em Realengo era processada em outros bairros. No decorrer do século XIX, com a chegada das tropas militares e a instalação da Escola Militar de Realengo, a região passou a se consolidar.