O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), confirmou que é pré-candidato ao governo do Estado. A revelação ocorre quase um ano e meio após afirmar que ficaria até o fim do mandato como chefe do executivo da capital fluminense, que expira em dezembro de 2028.

“Eu sou pré-candidato a governador”, afirmou o prefeito, em entrevista na última segunda-feira (19).
De acordo com Eduardo Paes, o anúncio oficial da pré-candidatura deve acontecer até o início do Carnaval. No entanto, pretende cumprir com suas obrigações no município até lá.
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No último sábado (17), ele já tinha deixado claro sua opção de se candidatar ao governo do Estado do Rio. Na cidade de Santo Antônio de Pádua, enquanto o prefeito local, Paulinho da Refrigeração (MDB), falava que Paes estava de passagem por municípios do interior, o chefe do executivo da capital pegou o microfone e bradou, com bom humor.
“É mentira, não estou fazendo trabalho de visitar cidades do interior. Eu estou fazendo trabalho de pré-campanha, porque quero os votos para governador e quero o apoio do Paulinho. Pronto, falei”, declarou.
Eduardo Paes fala sobre o Estado do Rio
Durante a entrevista na última segunda, Eduardo Paes também falou sobre o cenário político no estado. Ele deixou claro que o Rio passa por sérios problemas e afirmou que o PSD afastará filiados que apoiem candidaturas ligadas ao crime organizado.

Outro ponto abordado pelo prefeito foi sobre André Ceciliano. Paes declarou que não o apoiará caso se confirmem os rumores de que o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) seja candidato em uma provável eleição indireta ao governo do estado. Isso ocorreria se o atual governador, Cláudio Castro, se afaste do cargo para disputar um lugar no Senado. Neste caso, um governador seria eleito para finalizar o mandato até o fim de 2026.
Aliás, Paes deu indícios de que a candidatura de Ceciliano é patrocinada por Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj preso em dezembro de 2025.
Relação com o governo federal
Paes reiterou que é aliado de Lula (PT) na campanha à reeleição do atual presidente. Contudo, afirmou que já conversou sobre ter liberdade para buscar alianças no Rio de Janeiro. Assim, recordou de quando foi derrotado na eleição para o governo do Estado em 2018 por Wilson Witzel, apoiado por Jair Bolsonaro no segundo turno.
“Está provado que quando as pessoas apenas seguiram o voto nacional aqui no Rio de Janeiro não fomos bem-sucedidos. Talvez a eleição de 2018, do Wilson Witzel, seja o maior exemplo disso”, finalizou o prefeito.
