
Um dos maiores artistas da música brasileira tem sua trajetória resgatada nos cinemas. Chegou ao circuito um filme sobre Gonzaguinha.
Dirigido por Susanna Lira, “Gonzaguinha, da Maior Liberdade” leva para as telas a vida e a obra de um dos expoentes do nosso repertório. Gonzaguinha é resgatado junto com clássicos do quilate de “Comportamento Geral”, “Eu Queria Apenas Que Você Soubesse”, “Com A Perna no Mundo”, “Geraldinos e Arquibaldos” e “É…”.
O filme chega ao circuito 35 anos depois do adeus precoce de Gonzaguinha. O artista foi vítima de um acidente de carro em 29 de abril de 1991, e morreu aos 45 anos, no interior do Paraná, pouco depois de ter feito um show.
Documentário sobre Gonzaguinha foi premiado em Gramado
“Gonzaguinha, da Maior Liberdade” chega às telas após um momento emblemático. A obra de Susanna Lira se consagrou no Festival de Gramado.
“Gonzaguinha, da Maior Liberdade” recebeu o Kikito de Melhor Documentário.
Ator volta a interpretar Gonzaguinha

fO filme constrói uma viagem sensorial e afetiva que articula música e memória. Além de imagens de arquivo, a diretora Susanna Lira fez dramatização de uma entrevista memorável do artista para o
Pasquim. Nessas cenas, Gonzaguinha é interpretado pelo ator André Dale, que já havia
dado vida ao cantor em “Homem com H”, cinebiografia de Ney Matogrosso.
Canções “contam” a história de Gonzaguinha

“Gonzaguinha, Da Maior Liberdade” coloca as canções funcionam como dispositivos narrativos que atravessam imagens de época, registros televisivos, fotografias íntimas e cenas do Brasil urbano.
As contradições e fragilidades do artista não são deixadas de lado. Sua relação complexa com a fama, o peso de ser filho de Luiz Gonzaga, a necessidade radical de afirmar uma identidade própria em tempos de repressão reforçam a ideia de que Gonzaguinha nunca cantou para agradar.