
A maratona da edição de 2026 do Festival do Rio trouxe um espectador ilustre. Na noite da última segunda-feira, Caetano Veloso compareceu a uma das sessões do tradicional evento de cinema.
Caetano Veloso esteve em um cinema em Botafogo para assistir a “Pitico – Hermes Ayres Azevedo (1881-1959) – Historiador da província”, novo filme de Júlio Bressane
Caetano Veloso tem vasta amizade com Júlio Bressane

Cinéfilo declarado, a ponto de já ter dirigido o filme “O Cinema Falado” em 1986, Caetano Veloso várias vezes elogiou a obra de Júlio Bressane. Os dois chegaram a ter parcerias no cinema.
Caetano Veloso trabalhou como ator em “Tabu”, de 1982. No ano de 1989, o cantor voltou a atuar em um filme do cineasta: “Sermões, A História de Padre Antônio Vieira”. Em 1995, a dupla se reencontrou em “O Mandarim”.
Caetano Veloso acompanha a novidade da obra de Bressane

Filme que Caetano Veloso foi prestigiar, “Pitico – Hermes Ayres Azevedo (1881-1959) – Historiador da província” traz um homem apaixonado por sua pequena cidade do interior.
Leitor de cartas e documentos do passado de sua província colhe na escritura a mão a emoção, o sentimento, a cultura, as forças obscuras e trágicas, o sentir dos que haviam gravado. Pitico lê, estuda, decifra e estuda atento as configurações particulares do movediço, ao ritmo do tempo passado naquele lugarejo. Pois nessas trajetórias acumuladas, nessas caligrafias, nessas linhas escritas em cartas, nesses documentos invisíveis aos olhos dos homens, estão guardados e escondidos causas profundas de onde jorram todas as forças de suas contradições, formações e povoamento desse pequeno lugar.
O elenco tem Paulo Betti, Josie Antello e Claudio Mendes.