Você já parou para pensar quanto quem trabalha nas vagas de estacionamento de rua em Niterói realmente recebe pelo serviço? E mais: será que você pode estar perdendo algum direito quando deixa seu carro nessas vagas? A resposta passa diretamente pelo sistema conhecido como Niterói rotativo, que regula o estacionamento pago em vias públicas na cidade.

O Niterói rotativo é o sistema oficial de estacionamento gerido por uma concessionária e regulamentado pela Prefeitura. Ele define não apenas como as vagas funcionam, mas também como os trabalhadores ligados à operação — como os guardadores e pontos de venda — são remunerados.
A nova realidade dos guardadores credenciados
Recentemente, a Prefeitura de Niterói abriu um edital para credenciar formalmente guardadores de estacionamento. Antes, muitos profissionais atuavam de forma informal, sem regras claras ou garantia de direitos. Com o credenciamento, a ideia é profissionalizar o serviço, reduzir cobranças irregulares e dar mais segurança ao motorista.
Para se inscrever, o interessado precisa ter mais de 18 anos ou estar registrado como MEI ou microempresa, apresentar documentos e se cadastrar presencialmente na SUTEN. Uma vez na lista pública de credenciados, o trabalhador pode ser convocado para atuar conforme a demanda da Prefeitura.
Quanto realmente recebe o guardador?

Aqui está o ponto que poucos noticiários destacaram, mas que realmente importa para motoristas e possíveis interessados: quem atua nas vagas ganha 70% do valor pago pelo estacionamento diretamente do motorista. O restante, 30% fica com a Prefeitura. Essa divisão já faz parte das regras do sistema e deve ser respeitada por quem opera o Niterói rotativo.
Isso significa que, a cada pagamento feito — seja por meio de PIX, cartão de débito ou crédito —, a maior parte fica com quem está ali na vaga, se ele estiver devidamente credenciado. É um percentual expressivo e pode ser um incentivo para quem pensa em trabalhar com estacionamento.
Por que isso importa para você?
Se você costuma estacionar nas ruas de Niterói, especialmente nos bairros com grande movimento como Centro, Icaraí e São Domingos, entender esse percentual é essencial. O Niterói rotativo não é apenas um custo para o motorista: é um sistema que movimenta renda, empregos e regras que mudam o uso do espaço urbano.
Pergunte-se: quando você paga pelo estacionamento, sabe para quem vai o dinheiro? Está recebendo o serviço de alguém credenciado? Pode haver vagas onde o funcionário está atuando irregularmente — ou, pior ainda, você pode ter direito a alguma forma de compensação ou reclamação se isso não estiver claro.
Como o sistema funciona na prática

No Niterói rotativo, o pagamento pode ser feito diretamente com o funcionário que atende a vaga ou por meio do aplicativo oficial da concessionária — este último representa cerca de 15% dos pagamentos, segundo dados do próprio sistema.
Além disso, caso o motorista não pague o estacionamento, há regras para regularização e penalidades que podem ser aplicadas caso o débito não seja quitado em até três dias úteis.
Fique de olho no seu direito
Saber que 70% do valor pago no Niterói rotativo vai para o trabalhador credenciado pode despertar dúvidas e curiosidade. Você tem certeza de que o profissional que lhe atende está registrado? Está sendo cobrado corretamente? Esses detalhes afetam diretamente sua experiência como motorista e cidadão.
Quer saber se você mesmo tem direito a algum benefício ou compensação por irregularidades nesse sistema? Vale a pena conferir se o guardador está credenciado ou se a vaga é realmente do Niterói rotativo. Essa informação pode impactar tanto seu bolso quanto sua segurança na rua.