
Faltam cerca de duas semanas para a cerimônia do Oscar ser realizada. E a edição de 2026 traz presença brasileira em grande estilo.
“O Agente Secreto” está indicado em quatro categorias: Melhor Filme Internacional, Melhor Seleção de Elenco, Melhor Ator (com Wagner Moura) e Melhor Filme. A obra dirigida por Kleber Mendonça Filho foi feita de maneira meticulosa.
“O Agente Secreto” rende uma mobilização intensa
Boa parte de “O Agente Secreto” é ambientado no Recife em 1977. Para resgatar o Brasil de cerca de 50 anos atrás, a equipe do filme teve uma mobilização gigantesca.
Rodado em 50 diárias e dez dias, “O Agente Secreto” utilizou em torno de 200 figurantes. Além disto, estão nas telas 169 veículos antigos. Dentre elas, há 41 Fuscas. Todos os carros foram cedidos por colecionadores.
“O Agente Secreto” foi rodado essencialmente em Recife. Porém, também aconteceram gravações de cenas em São Paulo e em Brasília.
“O Agente Secreto” resgata lugares de Recife e referência local

“O Agente Secreto” ainda resgata uma série de características do Recife na década de 1970. O filme é um passeio pela capital pernambucana.
A trama passa pelo Cinema São Luiz (local que já tinha sido resgatado por Kleber Mendonça Filho em “Retratos Fantasmas”). O local, inclusive, recebeu a estreia nacional de “O Agente Secreto”.
“O Agente Secreto” ainda passa pelo Beco do Fotógrafo, corredor estreito, próximo à Avenida Conde da Boa Vista e ao Cinema São Luiz, no qual há lojas de equipamentos e serviços de fotografia. Outro cenário é a Galeria Teresa Cristina. O filme ainda mostra a tradicional Padaria Santa Terezinha.
Outros cenários são a Ponte 6 de Março (conhecida popularmente como Ponte Velha) e a Vila Santo Antônio, que reúne um conjunto de casas no Centro de Recife. “O Agente Secreto” também mostra a fachada da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe).
A Praça Chora Menino também aparece em “O Agente Secreto”.
Outro endereço relevante é o Parque 13 de Maio. Lá acontece a sequência da Perna Cabeluda. A lenda urbana propagada no Recife na década de 1970 enfatizava que uma perna muito peluda e grande atacava com rasteiras e chutes as pessoas na cidade.