
O desafio de levar para as telas o ambiente glacial de “Antártida” ficou a cargo de Bruno Safadi. Prestes à sua obra ser o filme de abertura do Festival de Gramado, o cineasta aponta os desafios que envolveram a superprodução.
Aos seus olhos, “Antártida” é um filme que envolveu um trabalho extremamente meticuloso até que chegasse à sua conclusão.
“Trabalho meticuloso”, diz cineasta sobre “Antártida”
O diretor Bruno Safadi aponta o quanto o fato de “Antártida” ser rodado em estúdio exigiu um trabalho ainda mais intenso entre toda a equipe envolvida nesta empreitada.
“Antártida” traz um megaelenco em produção rodada em estúdio virtual

“Antártida” envolve um elenco repleto de artistas consagrados. Andrea Beltrão, Leandra Leal, Marina Ruy Barbosa, Antonio Calloni, Lázaro Ramos e João Vitor Silva. Escrito por Claudia Jouvin, o filme estreia nos cinemas de todo o Brasil em 17 de setembro com distribuição da Paris Filmes.
Na trama, cientistas e militares se preparam para enfrentar o inverno rigoroso em uma base brasileira na Antártida. Tudo muda após a primeira noite, quando Inês (Marina Ruy Barbosa) sofre uma violência brutal e a situação torna todos os homens suspeitos, incluindo o Comandante Barros (Antônio Calloni) e o Capitão Vicente (Lázaro Ramos). Sob clima de tensão e desconfiança, a subcomandante Elisabeth (Andrea Beltrão) lidera uma investigação em busca do criminoso com o apoio das mulheres da base — entre elas, Marina, médica da estação, interpretada por Leandra Leal.
Rodado no maior estúdio de produção virtual da América Latina, o filme se destaca pelos visuais do deserto gelado dominado por imensas planícies brancas, montanhas pontiagudas e icebergs colossais
O longa foi filmado em um espaço de mais de 1.500 m², localizado no Rio de Janeiro, que conta com câmeras autotracking de alta precisão, recursos de Inteligência Artificial e Realidade Aumentada e mais de 300 m² de telas de LED, o que permitiu a imersão na paisagem congelante mesmo no calor carioca. A produção possibilitou a união do mundo real e do virtual de forma fluida, utilizando, além da tecnologia, imagens captadas na Patagônia através de câmeras 360 e cenários físicos.