
Faltam poucas horas para que o mundo conheça os vencedores do Oscar 2026. E “O Agente Secreto” traz muitas expectativas em torno deste aguardado dia.
O Brasil não ficou marcado no Oscar apenas por suas obras que foram chanceladas pela premiação. Vários profissionais se consagraram pelo caminho.
Carlos Saldanha e o amplo reconhecimento do Oscar

Carlos Saldanha é um dos nomes do Brasil mais reconhecidos lá fora. Radicado nos Estados Unidos desde a década de 1990, ele tem na sua trajetória filmes como “A Era do Gelo 2”, “A Era do Gelo 3” e “Robôs”.
Na edição de 2004, Saldanha fez história. Ele se tornou o primeiro cineasta latino-americano a obter uma indicação ao Oscar de Melhor Curta-Metragem de Animação (em uma parceria com John Donkin), por “O Mundo Perdido de Scrat”.
No ano de 2018, Carlos Saldanha disputou o Oscar de Melhor Filme de Animação com “O Touro Ferdinando”. “Viva: A Vida É Uma Festa!” venceu a categoria.
Carlinhos Brown e Sergio Mendes com moral no Oscar

Pelas mãos de Carlos Saldanha, houve indicação brasileira em outra categoria. O cineasta havia planejado a animação “Rio”.
Carlinhos Brown e Sergio Mendes foram convocados para a trilha sonora. A dupla obteve a indicação ao Oscar de Melhor Canção Original em 2012, pela canção “Rio In Rio”, e igualou a façanha de Ary Barroso na edição de 1945.
Animação volta a ganhar espaço em 2016

Outro grande momento da animação brasileira na cerimônia data de 2016. “O Menino e O Mundo”, de Alê Abreu, chamou atenção por seus traços simples e que contam a história de um garoto que peregrina em busca de seu pai.
A comovente história ficou entre os cinco finalistas do Oscar, mas “Divertidamente” acabou saindo vencedor do Oscar.
Curta sobre futebol ganha projeção no Oscar

Uma tradição do futebol brasileiro ganhou as telas e foi reconhecida no Oscar. “Uma História de Futebol”, de Paulo Machline, entrou na lista de indicados ao Oscar de Melhor Curta-Metragem de 2001.
Com roteiro de José Roberto Torero, Maurício Arruda e Paulo Machline, o curta é baseado em depoimentos de Aziz Adib Naufal. A história tem narração em “off” de Antônio Fagundes.
Reconhecimento do Oscar em curta em documentário

O diretor brasileiro Pedro Kos viu uma obra sua (em parceria com Jon Shenk) ser indicada ao Oscar de Melhor Curta-Metragem em Documentário em 2022. “Onde Eu Moro” fala sobre a rotina de sem-tetos que moram cidades como Seattle, Los Angeles e San Frnacisco.
Vasta presença do Brasil em documentários

O Brasil é muito pródigo em relação a documentários que foram indicados ao Oscar, mas basicamente em coproduções. O primeiro concorreu à estatueta de 1979: “Raoni”, uma parceria entre Luiz Carlos Saldanha e o belga Jean-Pierre Dutilleux. Três anos depois, Tetê Vasconcellos e Gleen Sieber ganharam espaço na categoria de Melhor Documentário com “El Salvador: Um Outro Vietnã”.
João Jardim e Lucy Walker dirigiram “Lixo Extraordinário”, documentário sobre a obra do artista Vik Muniz. Em “O Sal da Terra”, Juliano Salgado fez (em parceria com Wim Wenders) um filme sobre a obra de seu pai, o fotógrafo Sebastião Salgado.
Petra Costa traz o primeiro documentário 100% brasileiro indicado ao Oscar

A edição de 2020 trouxe novo grande feito para o cinema brasileiro. Pela primeira vez uma produção genuína do país ficou entre as cinco finalistas de Melhor Documentário
“Democracia Em Vertigem”, dirigido por Petra Costa”, conseguiu o feito. O filme mostrou o olhar da diretora sobre o cenário político do país.
Oscar 2026 é realizado neste domingo

O Oscar 2026 acontece neste domingo, às 20h (de Brasília). “O Agente Secreto” concorre nas categorias de Melhor Filme Internacional, Melhor Seleção de Elenco, Melhor Ator (com Wagner Moura) e Melhor Filme. Adolpho Veloso concorre em Melhor Fotografia por “Sonhos de Trem”.